terça-feira, 8 de abril de 2014

O que são drogas psicotrópicas?
Todo mundo já tem uma ideia do significado da palavra droga. Em linguagem comum, de todo o dia ("Ah, mas que droga" ou "logo agora, droga...", ou ainda, "esta droga não vale nada!"), droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento. Dá até para pensar porque uma palavra designada para apontar uma coisa boa (medicamento, afinal este serve para curar doenças), na boca do povo tem um significado tão diferente.

O termo droga teve origem na palavra droog (holândes antigo) que significa folha seca; isso porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais. Atualmente, a medicina define droga como qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. Por exemplo, uma substância ingerida contrai os vasos sanguíneos (modifica a função) e a pessoa passa a ter um aumento de pressão arterial (mudança na fisiologia). Outro exemplo, uma substância faz com que as células do nosso cérebro (os chamados neurônios) fiquem mais ativas, "disparem" mais (modificam a função) e, como consequência, a pessoa fica mais acordada, perdendo o sono (mudança comportamental).

Mais complicada é a seguinte palavra: psicotrópico. Percebe-se claramente que é composta de duas outras: psico e trópico. Psico é fácil de se entender, pois é uma palavrinha grega que relaciona-se a nosso psiquismo (o que sentimos, fazemos e pensamos, enfim, o que cada um é). Mas trópico não é, como alguns podem pensar, referente a trópicos, clima tropical e, portanto, nada tem a ver com uso de drogas na praia! A palavra trópico, aqui, se relaciona com o termo tropismo, que significa ter atração por. Então, psicotrópico significa atração pelo psiquismo, e drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre nosso cérebro, alterando de alguma maneira nosso psiquismo.

Mas essas alterações do psiquismo não são sempre no mesmo sentido e direção. Obviamente, dependerão do tipo de droga psicotrópica ingerida. E quais são esses tipos?
Um primeiro grupo é aquele em que as drogas diminuem a atividade de nosso cérebro, ou seja, deprimem seu funcionamento, o que significa dizer que a pessoa que faz uso desse tipo de droga fica "desligada", "devagar", desinteressada pelas coisas. Por isso, essas drogas são chamadas de Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central, é a parte que fica dentro da caixa craniana; o cérebro é o principal órgão. Em um segundo grupo de drogas psicotrópicas estão aquelas que atuam por aumentar a atividade de nosso cérebro, ou seja, estimulam o funcionamento fazendo com que o usuário fique "ligado", "elétrico", sem sono. Por isso, essas drogas recebem a denominação de Estimulantes da Atividade do Sistema Nervoso Central. Finalmente, há um terceiro grupo, constituído por aquelas drogas que agem modificando qualitativamente a atividade de nosso cérebro; não se trata, portanto, de mudanças quantitativas, como aumentar ou diminuir a atividade cerebral. Aqui a mudança é de qualidade! O cérebro passa a funcionar fora de seu normal, e a pessoa fica com a mente perturbada. Por essa razão esse terceiro grupo de drogas recebe o nome de Perturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central.

Resumindo, então, as drogas psicotrópicas podem ser classificadas em três grupos, de acordo com a atividade que exercem em nosso cérebro:

1 Depressores da Atividade do SNC.
2 Estimulantes da Atividade do SNC.
3 Perturbadores da Atividade do SNC.

Essa é uma classificação feita por cientistas franceses e tem a grande vantagem de não complicar as coisas, com a utilização de palavras difíceis, como geralmente acontece em medicina. Mas se alguém achar que palavras complicadas, de origem grega ou latina, tornam a coisa mais séria ou científica (o que é uma grande besteira!), a seguir estão algumas palavras sinônimas:

1 Depressores – também podem ser chamadas de psicolépticos.
2 Estimulantes – também recebem o nome de psicoanalépticos, noana lépticos, timolépticos etc.
3 Perturbadores – também chamados de psicoticomiméticos, psicodélicos, alucinógenos, psicometamórficos etc.


COMUNIDADE TERAPÊUTICA - VIDA E PAZ DE BAURU - SP.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Somos apenas pais e não heróis

 
 
 
Co-dependência, é uma doença que por confundir amor com controle, desequilibra e estabilidade familiar.
Então como poderíamos manter um equilíbrio já que um equilíbrio já que um dos integrantes de nossa família, por ser um dependente químico, desestabiliza a mesma? A dependência como sabemos é uma doença crônica, progressiva, incurável e fatal.
Apesar do co-dependência  não ser contagiosa ela acaba adoecendo todo a família.
As atitudes familiares diante do dependente químico são extremadamente "criativas". Vai desde a expulsão de casa do elementos desestabilizador, até o que acontece mais comumente que é a "facilitação".
Por ser mais usual, a facilitação fortalece ainda mais o consumo de drogas e álcool e o domínio de dependente químico aja liberdade excessiva, falta de limites com relação ao dinheiro ou horário.
Quando ocultamos esse problema estamos dando uma cobertura ainda maior pra que a agressividade se torne uma das tônicas mais contundentes dentro da família.
a família adoece justamente quando o excesso de medo, frustração e angústia impedem decisões adequadas.
Outro aspecto doentio que é o mais importante dentro da co-dependência é a síndrome do He mas "Eu tenho a força!" Alimentamos a ilusão de que o nosso poder "inesgotável", acarretando um " esgotamento" das nossas força físicas, emocionais, morais, etc.
A co-dependência é também chamada a doença da negação. Quando minimizamos os nossos próprios sentimento, involuntariamente, chegamos a uma negação dos mesmos, esquecendo quais são as nossas verdadeiras necessidades e deixando que o dependente químico tome espaço total.
Só começamos o processo de cura quando reconhecemos que somos limitados no controle, e que como diz na Palavra de Deus Romaos13:08 Não  deveis nada a ninguém, a não ser o amor."
Isto quer dizer que só podemos se "ilimitado "no amor.
Papeis que o co-dependente  costuma exercer:
  • Permissivo: dá liberdade para que o dependente se destrua através do vício, continue com seu comportamento destrutivo automaticamente negado que ele tenha algum problema.
  • Salvador: como o próprio nome diz, o co-dependente acha deve "salvar" o dependente de todas situações de risco.
  • Babá: cuida de todos os detalhes relacionados á família, inclusive o aspecto financeiro, numa tentativa de manter a família unida.
  • Participante: este se engrena totalmente no comportamento destrutivo do de pendente, fazendo parecer "normal". exemplo:  o pai que vai pessoalmente comprar a droga para filho.
  • Herói: apresenta-se com uma postura de "poderoso". para que a imagem da família fique preservada.
  • Queixoso: colocando o dependente como bode expiatório, ele através das suas queixas consegue culpar o dependente por todos os problemas, inclusive falhar pessoais.
  • Alienado: faz muito bem o papel de "morto", como se os problemas não pertencessem a ele.

 
 

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA

MUDANÇA DO ESTILO DE VIDA 




Algo muito difícil de fazer não é?


Mudar alguns padrões com os quais estamos acostumados, causa insegurança e um certo espanto em nós. Mas é o que precisamos fazer enquanto um dependente químico está em recuperação tanto em casa quanto nume instituição. 
Dentro da instituiçao eles (dependentes químicos) são encorajados a todo o minuto a mudar da vida e muitas vezes mudam mesmo! Porém ao chegarem em casa eles tem um verdadeiro choque.
Ainda prevalece na casa a mesma gritaria, palavrões, desrespeito, egoísmo e desconfiança. devemos avaliar nosso lar. Analisar com agia e como está agindo agora que "bode expiatório" saiu de circulação. É hora de olhar para nós mesmos e enxergar quais são os defeitos que estavam tão "comodamente escondidos", pelo comportamento inadequado e desafiador do dependente químico. 
Até pelo cuidado com a casa, trazendo-a mais em ordem para ele ao chegar, trate a casa também com muito respeito. É muito importante que a família esteja envolvida com um grupo de apoio buscando recursos emocionais e espirituais para saber lidar com a situação. 

Também é necessário: 

  • procurar criar situações de diálogo acolhendo-o da melhor maneira possível, evitando acusações, cobranças e reviver fatos do passado. 
  • Evitar ter á disposição dentro do lar: bebidas alcoólicas, cigarros...
  • Estar atentos a qualquer mudança de comportamento, buscando dialogar, valorizar as conquistas realizadas ou seja elevar a auto-estima; 
  • Abandonar também os nossos vícios; fumo, álcool, uso excessivo de medicamentos, mentiras, comprar compulsivamente e outros que cada um vai questionar-se;
  • Vencer a baixa auto-estima, lembrar do que mais gostávamos de fazer e não fazemos mais;
  • voltar a ter um relacionamento social normal, por exemplo; visitar parentes, amigos; etc. E finalmente o mais importante é rever nossa postura com relação a Deus. Só Ele poderá convencer nosso querido a ter uma vida saudável. 
Buscar a Deus, ler a Bíblia, andar em unidade e amor respeitando e buscando um caminho de paz como toda a família, enfim alimentar nosso espírito. 
Por tudo isso e ainda mais que o Espírito Santo vai nos mostrar, estaremos ajudando o dependentes químicos a resistir as pressões externas (amigos, escolas, etc..) gerando nele a capacidade para avaliar as consequências de seus próprio atos. 


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Família e as drogas

A Família e as drogas

Hoje em dia, não se fala mais em tratamento de alguém com problema de drogas e álcool, sem levar em consideração a família. A família é composta de indivíduos que estabelecem relações entre si, compartilhando a mesma cultura e história, onde cada um exerce uma função distinta e complementar.

 
A família é fundamental no tratamento, primeiro porque é a base formadora de toda a história desse indivíduo. Formou os valores que vão salvar essa pessoa de uma continuidade no mundo das drogas, afinal as drogas destroem os valores das pessoas e afetam as relações.
O mundo das drogas é o mundo das mentiras, das omissões. Não adianta nada o indivíduo ir se tratar se a equipe que o auxilia nesse processo não souber o que está acontecendo na realidade. E a realidade quem traz é a família, porque uma pessoa dependente na ativa mente, omite. Se a família estiver presente ajuda a trazer uma noção de realidade na vida dessa pessoa que está usando droga. E a família também deve ser tratada. Primeiro, em consultas com especialistas em dependência química para que possa ter uma noção do que deve ser modificado nas relações entre eles.
Mas também precisa entrar em contato com outras famílias para trocar experiências com outras famílias, pois a família encontra-se encarcerada pelo dependente químico. Para livrá-la desse cativeiro, é preciso um tratamento específico à codependência.
Codependência é um termo da área da saúde usado para se referir a pessoas, geralmente parentes, fortemente ligadas emocionalmente a uma pessoa com séria dependência física e/ou psicológica de uma substância (como álcool ou drogas ilícitas) ou com um comportamento problemático e destrutivo.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Prevenção à Recaída



 Prevenção à Recaída


Estudos mostram que 80% das pessoas que se tratam por dependência recaem no uso depois de algum tempo. Em geral é preciso passar por vários tratamentos (ou mesmo tentativas pessoais) para que a pessoa consiga parar. Isto não significa que todo mundo vai passar por uma recaída, mas que a possibilidade é extremamente alta.

Diante desses dados, podemos considerar que o fato de uma pessoa recair no uso de uma droga não significa que ela é um caso perdido, mas que está num processo de recuperação que, em 80% dos casos, inclui várias tentativas até consegui-la.
Existem programas de prevenção da recaída que procuram combinar procedimentos de treinamento das habilidades comportamentais, intervenções cognitivas e mudanças no estilo de vida.

A aquisição de algumas posturas pode ajudar o usuário a manter-se abstinente, entre as quais: planejar como se afastar de pessoas que consomem drogas, como dizer "não" quando elas lhe são oferecidas, como procurar ajuda (ou a companhia) de amigos ou da família quando a "fissura" está muito alta. 
Algumas mudanças nos hábitos e no estilo de vida também favorecem a manutenção do afastamento da droga. Aqui se incluem desde a busca de novos interesses no campo do lazer, da atividade física, da arte, de novos grupos e amigos até mudanças mais amplas como a troca de ambiente, de cidade, de local de estudo ou de trabalho.

O significado disto não é fugir do problema, mas criar novas condições e experiências que adquiram fortes significados para a pessoa levando-a a, gradativamente, construir um novo estilo de vida.

Nada garante que a recaída jamais venha a ocorrer, mas o aumento do autocontrole e o desenvolvimento de habilidades para enfrentar as situações, serão de grande valia para afastar essa possibilidade e, caso ela aconteça, ter força e coragem para tentar mais uma vez, até alcançar seu objetivo.  

Drogas na adolescênc​ia


O adolescente e as Drogas


      A adolescência e uma fase do desenvolvimento humano em que ocorrem muitas mudanças, é uma fase conflituosa da vida devido às transformações físicas e emocionais vividas. Surge a curiosidade, os questionamentos, a vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo sabendo dos riscos, e um sentimento de ser capaz de tomar as próprias decisões. É o momento que o adolescente procura sua identidade, não mais se baseando nas orientações dos pais, mas também nas relações que constrói principalmente com o grupo de amigos.

Para a grande maioria dos jovens, ter experiências novas (lugares, músicas, amigos e também drogas) não necessariamente trará problemas permanentes, e muitos se tornarão adultos saudáveis. Mas há jovens que passam a ter problemas a partir dessas experiências, e por conta disso a adolescência é um período de risco para o envolvimento com as drogas.


O papel da família na formação do adolescente

A família, por sua vez, pode atuar com o um fator de risco ou protetor para o uso de substância psicoativas. Filhos de dependentes de álcool e drogas apresentam risco quatro vezes maior de também se tornarem dependentes.

Mas o desenvolvimento da dependência irá depender da interação de:
  • Aspectos genéticos
  • Características de personalidade
  • Fatores ambientais, que poderão ser protetores ou até mesmo de risco para o uso de drogas
É de fundamental importância o papel da família na formação do adolescente. É função da família fazer com que a criança aprenda a lidar com limites e frustrações.

Crianças que crescem em um ambiente com limites e regras claras, geralmente são mais seguras e sabem o que podem e o que não podem fazer. Quando se deparam com um limite, sabem lidar com a frustração.


Uma palavra aos pais

Ao descobrirem que o filho adolescente está usando drogas, alguns pais tendem a se sentirem culpados, questionando-se onde erraram na educação do filho, o motivo de tal fato estar acontecendo com eles já que nunca deixaram faltar nada em casa. Outros pais buscam a internação de seus filhos esperando um método de cura imediata. Há alguns que recebem a notícia acusando o grupo social a qual o filho pertence. A tentativa de ajudar o filho e redimir a culpa transforma um problema, possivelmente passageiro e de solução possível, numa tragédia que afeta violenta mente a vida da família e do jovem.
Há alguns casos em que se torna comum às famílias terem em casa uma "farmacinha" com analgésicos, calmantes, na qual as pessoas vão tomando, muitas vezes sem prescrição médica, pensando numa solução química para os seus problemas ou simplesmente para relaxar.
Há ainda o álcool que costuma ser usado no diminutivo como cervejinha, uisquinho entre outros, como forma de amenizarem os seus males. Esses elementos não são encarados como drogas. E para o filho ver o pai se embriagar e a mãe se dopar com calmantes se torna normal.

Diálogo: o melhor caminho

sexta-feira, 31 de maio de 2013

AMIGOS

   

AMIGOS

Todos nós temos alguém na vida, conhecemos alguém, temos perto de nós uma pessoa em quem confiamos totalmente. Uma pessoa que está sempre do nosso lado, que participa, divide, nos acompanha quando estamos alegres ou tristes. Está conosco quando há abundância e também quando eventualmente alguma coisa nos falta.


Pessoas que se calam para nos ouvir. Pessoas que nos orientam na hora do desespero. Pessoas que não costumam criticar os nossos erros, mas que nos alertam das suas consequências. Enfim, pessoas que nunca nos decepcionaram, ou que nunca tenham falhado conosco. A essas pessoas, costumamos chamar de “amigos”, o nosso “melhor amigo”.


      
Você tem uma pessoa dessas na sua vida? E se tem, será que você significa para ela a mesma coisa?
Será que podemos nos considerar bons amigos para outras pessoas?

Vamos pensar o seguinte: relação de amizade é uma relação de duas mãos, ida e volta, não é só de ida ou só de volta.

Da mesma forma que você pode ter um amigo desses em sua vida, na maioria dos casos você também será considerado por essa pessoa, um grande amigo, um bom amigo. Então, imaginemos que porventura esse seu amigo esteja precisando de ajuda e ele deixe de vir conversar contigo e vá pedir ajuda a outra pessoa.

Qual é o sentimento que você teria?
Será que você se sentiria traído por ele não ter buscado ajuda em você?
Será que você pensaria que ele não o considera mais como amigo?
Será que você sentiria ciúmes da outra pessoa em quem  ele buscou ajuda?
Você pensaria ter falhado com ele?
Será que você acharia que ele não quer mais saber de você?
Você ficaria triste com isso? Sim, com certeza ficaria.

Colocamos essa hipótese para podermos entender aquilo que sentimos quando eventualmente somos traídos, ou deixados de lado por alguém muito querido; e, para que possamos imaginar o que Deus sente quando fazemos a mesma coisa com Ele.

Em João 15:15, Jesus nos chama de “amigos”.
Procuremos entender o que Deus sente nessa relação de amizade, quando não correspondemos da forma com que deveríamos; ou seja, nós temos o melhor Amigo que poderíamos ter, e de repente O abandonamos, deixando-O de lado, deixamos de procurá-Lo, de ouvi-Lo. E isso não é novo, acontece bastante, e há muito tempo.

Relembremos um dos momentos em que Deus fica muito triste com o seu povo; quando Ele tirou o povo do Egito fazendo milagre após milagre, e o trouxe às portas da Terra Prometida, o povo duvidou, o povo teve medo, o povo não seguiu em frente.
Se não fosse a interferência de Moisés, aquele povo teria morrido naquele momento. Moisés interferiu junto ao Senhor, e Ele amenizou o castigo (Nm 14).

Castigo por quê? Castigo por desobediência, porque Deus havia prometido e estava entregando a eles o que seria naquele momento a maior benção na vida deles; e, por medo, insegurança, por acreditar mais no que alguns homens falaram ao invés de no que o representante de Deus falou; simplesmente não tomaram posse da bênção, sofrendo em seguida a consequência disso, pela teimosia, pela desobediência, pela falta de confiança em Deus.

Nos dias de hoje, infelizmente, também com frequência fazemos isso.
Deus coloca as coisas diante de nós, coloca aquilo que nos é destinado a fazer, e quando falta um passo a ser dado, recuamos, desobedecemos, não confiamos.

Em Hebreus 4 somos alertados em relação a isso.
Muitas vezes, queremos acreditar na promessa de “descanso” que Jesus nos dá, mas diante dos problemas que visualizamos e das aflições pelas quais passamos, ficamos ansiosos, balançamos, tememos, e acabamos por duvidar. Isso entristece o coração de Deus.
Precisamos fazer a nossa parte na caminhada cristã; buscar, entender e fazer, tendo a certeza em nossos corações de que o resto Deus vai fazer (Sl 37:5).
E, o complicado é que quando ficamos aflitos, por vezes adotamos algumas práticas que não agradam ao Senhor. Pensamos em fazer algum tipo de sacrifício em prol da causa que queremos ver resolvida, ou algum tipo de promessa a Deus para vê-la resolvida logo, sendo que todo o necessário já nos foi dado. Tudo o que tinha que ser feito já foi feito por Jesus, e Ele já nos disse para “descansar”.
Não é necessário que tentemos agradar a Deus com tais atitudes, é necessário somente que confiemos n’Ele, mais nada.
Ele também nos avisou que teríamos aflições. Jesus não mentiu para nós. Mas, tenha bom ânimo, é o que disse Ele também.
Devemos tomar posse dessa “confiança”, dessa “certeza”, para que não vivamos baixando a nossa guarda num momento de desânimo, em que a situação demora a ser resolvida.
Não podemos esquecer que é o tempo d’Ele, é a situação que Ele determinar.

Na realidade, quando provocamos uma situação com nosso erro, acontecem algumas consequências, e Deus utiliza essas consequências para realizar a obra d’Ele.
Sendo assim, temos que estar preparados, porque de repente as consequências não envolvem só a nós, envolvem mais pessoas, e Ele também tem que trabalhar na vida dessas pessoas. Devemos entender que esse tempo é o tempo d’Ele exatamente por isso, até porque, nós erramos, não Ele. E se porventura não fui eu quem errou, mas alguém do meu lado, e estou sofrendo as consequências junto, isso não quer dizer que eu também não cometa os meus erros e outras pessoas sofram junto as consequências.    
Por esse motivo, não podemos jamais acusar alguém!
Devemos ter certeza que essas “consequências” são utilizadas por Deus para resolver não só aquela situação, mas talvez um problema maior que desconheçamos.
A confiança é extremamente importante.
       
Vimos em Números 14 que Deus ficou muito chateado com a situação, porque o povo, de uma forma ou de outra estava dizendo para o “Amigo”: - Olha, não confiamos em Você, não acreditamos no que Você está falando.

Notamos também que, mesmo o povo passando por aquela consequência, viver por 40 anos no deserto, Deus não os abandonou, mesmo eles estando errados.
A questão é acreditar e agir quando necessário, como vimos no estudo anterior: Pessoas Maduras Tomam Atitudes em Deus. Se ficarmos duvidando e questionando, perdemos a benção. Não podemos duvidar do nosso Deus em hipótese nenhuma.

Em Hebreus 10:35,36 vemos duas coisas interligadas: Confiança à galardão e fazer a Vontade de Deus com alcançar a Promessa. Temos a nossa parte a ser cumprida. Temos que “confiar” e Deus vai nos galardoar; e se confiamos “fazemos a vontade d’Ele” e vai se cumprir aquilo que foi prometido.

Em Hebreus 4:11 está explícito: “Esforcemo-nos…”, isso é para nós, algo que devemos fazer, pertencente a nós, é uma atitude nossa a ser tomada, para que não caiamos no mesmo erro que aquele povo antigo caiu; devemos permanecer na fé, acreditando nesse Deus que prometeu e que é fiel para cumprir.
       
Podemos assim, “descansar” nessa promessa. Isso deve ser uma verdade viva, viva e eficaz em todas as esferas de nossas vidas.
       
Hebreus 4:14 nos fala a respeito da nossa escolha voluntária. Conservar firme a nossa confissão, quer dizer que; se algum dia eu confessei a Jesus, e Ele é o meu Salvador, e tenho a certeza disso, devo manter essa confissão firme, atual, viva dentro de mim, não esquecida na gaveta. Afinal, Ele entrou em nossas vidas porque concordamos com isso.
       
Ser cristão não é ser religioso. Uma coisa é bem diferente da outra.
Ser cristão é entender que, a partir do momento em que admitimos a entrada d’Ele em nossas vidas, viveremos junto d’Ele, da forma que Ele pede que vivamos. Conservemos a certeza, a confiança, a fé. Conservemos a certeza de que Jesus é o nosso Salvador.
       
Em Hebreus 11 o autor também fala de fé, certeza, convicção. Não há espaço para dúvidas. Nesse capítulo, estão citadas várias pessoas que foram exemplo de fé. Pessoas como nós, que sofreram, que tiveram problemas, que desagradaram a Deus em alguns momentos; pessoas que viram suas promessas cumpridas e outras que não as viram cumpridas; pessoas que foram traídas, presas, desprezadas; mas, que em nenhum momento deixaram de acreditar e ter fé, tendo o autor as relacionado como exemplos de fé.
       
Não tenha duvida de que Deus está junto de você e Ele vai atendê-lo segundo a Sua vontade. Nos versos  15 e 16 do capítulo 4 de Hebreus somos convidados a nos achegar a Deus, Ele nos convida a estar perto d’Ele. Quem afirma isso é um Deus que nos conhece, um Deus que viveu uma vida igual a nossa, embora sem pecar, um Deus que também sentiu aflição (Mc 14:36), mas embora aflito, Ele coloca a Vontade do Pai a frente de tudo  porque sabia que ela é a melhor, é a perfeita, e é a que tem que acontecer.
E temos que aprender isso.
       
Não podemos assumir o compromisso com Jesus só esperando que bênçãos caiam sobre nós, achando que nenhum problema vai nos acontecer.
Só pelo fato de sermos cristãos, já sofreremos com o problema do irmão. Temos que estar junto dele, ajudando-o, fazendo aquilo que Deus determina que façamos. Ser cristão não é viver todo o tempo alegre e sem problemas. A ninguém é possível viver dessa forma.
       
Mas podemos sim, aproveitar a grande diferença que acontece em nossas vidas quando aceitamos servir a esse Deus, que é: “poder descansar n’Ele”.
Ele nos pede para descansar e acreditar n’Ele, confiando que a promessa vai se cumprir!



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